Temporada 2026 não é prova de velocidade: é um Rally de Regularidade. Vence quem mantém ritmo, precisão e constância. Atleta pilota, treinador navega, pais sustentam a base. Nem antes, nem depois: no tempo certo.
Ontem finalizamos a 7ª Pré Temporada ABC do Skate para Pais, Treinadores e Atletas. Hoje é o Dia 1 da Temporada 2026.
E se existe uma analogia capaz de explicar a Cíclica Fractal — para atletas, treinadores e pais — é esta:
A Temporada é um Rally de Regularidade!
Não é uma prova de velocidade.
Um Rally de Regularidade é uma prova em que vencer é manter a consistência, não “andar mais rápido”.
O objetivo não é completar o percurso no menor tempo possível.
O objetivo é cumprir o roteiro e passar pelos pontos de controle (checkpoints) no tempo certo, mantendo a média definida.
Se você chega adiantado ou atrasado, você é penalizado.
Precisão + ritmo + mentalidade sem "tilt" valem mais do que “andar no limite”.
Em resumo:
Regularidade premia maturidade, não euforia.
Em uma prova de velocidade, vence quem faz o percurso em menos tempo.
É o máximo de performance possível — “ir mais rápido do que os outros”.
No Rally de Regularidade, “ser o mais rápido” pode ser até um erro.
Porque o desafio é outro:
Velocidade: vencer pelo pico
Regularidade: vencer pelo controle
Aí está o ponto que separa atleta promissor de atleta sólido.
Tudo.
A Temporada não foi feita para quem quer “começar voando”.
A Temporada foi feita para quem quer terminar inteiro, evoluindo e consistente.
E aqui vai uma verdade meio indigesta:
Tem atleta que quer ganhar o ano no primeiro mês:
quer treinar forte todo dia
quer mostrar intensidade
quer postar “modo monstro”
quer aplauso imediato
Por duas semanas até funciona.
Depois vem o custo:
lesão
queda de rendimento
irritação
desorganização escolar
corpo travado
cabeça cansada
“sumiço” da temporada
Isso é como chegar adiantado no checkpoint:
parece bonito, mas te tira da prova.
É quem executa, sente o terreno, controla o corpo e toma decisões em alta pressão.
É quem lê o percurso com antecedência, ajusta o ritmo, evita atalho burro e protege o projeto.
Treinador não está ali para “empolgar”.
Está ali para fazer o atleta durar.
Pais são o abastecimento e a logística invisível:
sono em dia
comida consistente
rotina minimamente estável
limites no celular
presença sem ansiedade
cobrança sem teatro
Pais desorganizados fazem o atleta correr com tanque vazando.
Nem antes, nem depois. No tempo certo.
Isso vira regra prática:
O campeão não é o que tem “dia lendário”.
É o que entrega dia após dia, sem drama.
Na Temporada, os “controles horários” são:
sono
escola
treino
alimentação
recuperação
saúde mental (sem caos)
Quem falha nisso vive sempre “correndo atrás”.
treinou demais cedo ? quebra
treinou de menos ? estagna
dormiu mal ? perde foco e técnica
vive caótico ? perde consistência
quer atalho ? paga caro
Na prática: o corpo cobra, o cérebro cobra e o rendimento cobra.
Muita gente acha que “estar bem” é fazer coisas gigantescas.
Mas temporada não é show.
Temporada é construção.
A maioria perde a oportunidade de ouro:
vencer o ano pelo básico bem feito.
Não dá like.
Não vira story emocionante.
Mas cria atleta de verdade.
Temporada é regularidade: campeão não é o mais rápido… é o mais constante.
Você é atleta?
Não tenta ganhar o ano hoje.
Começa no ritmo certo.
Você é treinador?
Sua missão é lapidar — não incendiar.
Faça o atleta durar.
Se você é pai ou mãe:
Você não é plateia nem técnico.
Você é base.
Casa organizada é performance invisível.
Dia 1 não é sobre "voltar a realidade" e muito menos começar a divulgar tudo que foi feito em redes sociais.
Dia 1 é sobre iniciar um ano inteiro com inteligência.
Hoje é aniversário de fundação do Parque Tênis Clube — o clube que eu representei na juventude como tenista, em Pelotas.
São 73 anos de história, e fôlego para muito mais.
Atualmente sob a presidência de Diego Lemes, o nosso querido clube voltou ao lugar onde sempre mereceu estar: no patamar dos que constroem, cuidam e permanecem.
Foi ali que conheci mestres que marcaram minha formação — Leonardo Oliveira, Walter Spiecker, Vanderlei Vieira, Telmo Xavier, José Leandro, Chico Pereira — e tantos outros, além de uma legião de amigos que carregam o clube na memória e no caráter.
Num tempo em que tanta coisa vira narrativa oportunista, palco de ego e fogueira de vaidades, existirem clubes que formam pessoas — com valores — talvez seja mais importante do que nunca.
Parque Tênis Clube: 73 anos.
VAMOS!
-------------------------------------
CRÉDITOS