Skatepark da Praça Henrique Lage

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Endereço

R. Jorge Lacerda - Paes Leme, S/N, 88780-000

Imbituba/SC

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Skatepark da Praça Henrique Lage

Imbituba/SC

Pista Pública

A pista de skate pública no Centro de Imbituba (Skate Park da Praça Henrique Lage) é uma pista re-inaugurada em 2025, ela substituiu a antiga pista pública, oferecendo áreas projetadas para as modalidades Street e Park com obstáculos de concreto, rampas, bordas metálicas e coping, variações de alturas entre 1,60 m e 2,40 m e elementos que simulam obstáculos urbanos como bancos e meio-fios, permitindo linhas técnicas, treinos variados e adaptação para skatistas de níveis iniciante a experiente. O ambiente ao redor é centro urbano ativo, com fluxo constante de pedestres e veículos, comércio local, serviços, praças e espaços de convivência que atraem famílias e moradores, criando um ponto de encontro esportivo e social na cidade. A estrutura foi construída com investimento público e pretende fortalecer a prática do skate e lazer comunitário em Imbituba.

24hs
Equipamentos/Pistas
45° piramidal street

Obstáculo de street com formato piramidal com quatro faces inclinadas e um topo reto. Construído em concreto com acabamento texturizado e conta com cantoneiras de metal nas quinas superiores para proteção.

Nesse obstáculo, é possível realizar subidas e descidas em diferentes ângulos, manobras entre as faces, grinds e slides, utilizando as arestas metálicas do topo, usar como saída para ganhar velocidade, e o que a sua imaginação conseguir criar para evoluir e para se divertir.

Mesa PICNIC (piquenique) clássica

Este obstáculo de street possui um formato de mesa de piquenique com tampos em ripas de madeira e estrutura metálica. Ele é fixado diretamente no chão liso, oferecendo diferentes níveis de altura entre os bancos laterais e a parte central.

Nesse obstáculo, é possível mandar transfers entre os bancos e o topo, executar manobras de borda como grinds e slides em toda a sua extensão, ou realizar pulos sobre a estrutura completa (ollies).
As mesas de piquenique se tornaram um dos maiores ícones da cultura de rua, especialmente nos EUA. Se o corrimão é o desafio técnico e a escada é o impacto, a mesa de piquenique (picnic table) é "campo de experimentações e desafios"

Corrimão - solo - street

Barra metálica horizontal fixada diretamente no solo plano de concreto. Possui um design com suporte central e extremidades arredondadas para maior segurança.

Nesse obstáculo, é possível executar manobras de equilíbrio como grinds e slides em toda a sua extensão. Além disso, permite praticar entradas e saídas técnicas com variações de ollie e nollie, sendo um elemento ideal para aperfeiçoar o controle do skate em manobras de deslize.

Mini caixote CURB com transição

Este obstáculo de street é feito de concreto e apresenta um vão central com laterais inclinadas.

Nesse obstáculo, é possível mandar transfers cruzando o vão central e executar manobras de borda, como grinds e slides. A inclinação interna também permite realizar manobras de entrada e saída usando o desnível do concreto.

O "Slappy Curb"
Olhe para esse bloco e tente enxergar uma entrada de garagem na sua rua, um meio-fio (curb), uma “borda de calçada”. O Slappy, é quando o skatista entra em um grind (deslizar com os eixos) sem precisar dar um ollie (pular). É a forma mais pura de diversão "low-impact". Antigamente, o slappy (entrar no grind sem pular) era considerado uma manobra de "tiozão" ou de quem não tinha ollie. Hoje, é uma das coisas mais estilosas. Slappy Smith ou Crooked: Usando as bordas anguladas para encaixar o truck de trás ou da frente e deslizar por toda a extensão.
Um skatistas de referência para você se inspirar: John Cardiel - skatista e snowboarder, o Curb Killer, que transforma qualquer meio-fio em um playground.

Bancada Canteiro - Caixote Master

Este é o elemento central da pista, composto por uma estrutura retangular elevada com grama na parte interna. Ele possui um acabamento em ripas de madeira em todo o seu topo e laterais retas.

Esse é um elemento que cria um ambiente de "praça pública". Nos EUA e na Europa, cidades como Portland ou Copenhague instalam esses obstáculos em espaços públicos para que o skate coexista com os pedestres, evitando que os skatistas destruam monumentos históricos ou calçadas frágeis. Por outro lado, atrai pais com suas crianças, transeuntes, que visualizam ali um espaço para uso comum, causando algumas vezes aquelas brigas entre skatistas e pessoas que vêem ali um playground ou uma praça de uso genérico. Recomenda-se que as prefeituras instalem placas e sinalizadores evitando acidentes mais graves e disputas pelo tipo de uso num espaço que foi concebido para a prática do skateboard.

Nesse obstáculo, é possível executar manobras de borda como grinds e slides, varar toda sua extensão em manual, nose manual, jogar blunt slides amplos, tentando percorrer toda a sua extensão, usando todo tipo de variações de equilíbrio sobre a superfície de madeira. Por ser central, ele também serve para conectar diferentes linhas da pista, permitindo saltos entrando e saindo da estrutura.

Hidrante Jump

O Hidrante Jump é um elemento criativo composto por uma pequena rampa de impulsão com transição suave e acabamento metálico em sua quina superior e um "clássico Hidrante". Hidrantes são fontes de água com pressão adequada para uso dos bombeiros em combate a incêndios.

Os hidrantes em pistas de skate são chamamos de "street props" (acessórios de rua). Diferente dos hidrantes reais, que são de ferro fundido e conectados à rede de água, os das pistas são feitos de materiais específicos para suportar o impacto e facilitar as manobras.
O skate nasceu nas ruas, usando o mobiliário urbano (bancos, escadas, corrimãos, objetos pelo caminho). O hidrante é um símbolo icônico das calçadas, especialmente nas cidades americanas. Incluí-lo na pista traz um aspecto de "street real", transformando o ambiente em uma simulação de um cenário urbano real, mas em um ambiente seguro e controlado.

Posicionado logo à frente, o hidrante atua como um limitador de altura que desafia a execução técnica do skatista.

Neste conjunto, é possível utilizar a inclinação da rampa para ganhar o "pop" necessário e projetar o corpo sobre o hidrante, executando manobras de salto como ollies e variações de flip para superar o obstáculo por cima. Por possuir uma altura fixa e estar alinhado à rampa, ele serve como um excelente marcador de progressão, forçando o praticante a controlar a distância e a elevação antes de retornar ao plano reto da pista.

Street Flow

Visão geral do layout amplo e integrado da pista, composta por uma variedade de obstáculos de concreto e madeira distribuídos sobre um piso liso e polido. O espaço combina elementos técnicos de solo com estruturas de transição, permitindo a fluidez entre manobras de borda, saltos e equilíbrio em uma mesma linha.

Caixotes laterais

Conjunto de obstáculos de street, composto por caixotes laterais de concreto, longos e de altura média, posicionados paralelamente ao fluxo da pista sobre o piso de concreto polido. Estas estruturas possuem quinas protegidas por cantoneiras metálicas, sendo ideais para a execução de manobras de borda prolongadas, como grinds e slides, permitindo que o skatista mantenha o equilíbrio por toda a extensão do bloco.

Gap Escadaria

Ampla escadaria com dois lances e vão largo, apresentando uma estrutura sólida e imponente para manobras de impacto. Neste elemento, é possível realizar saltos diretos sobre todo o vão de escadas, testando a resistência e o equilíbrio na recepção no plano inferior, acima, junto ao park, há uma área que permite embalar e ganhar velocidade necessária para vencer todo o gap com a preparação necessária para executar manobras mais complexas.

Banco na Elevada

Obstáculo de street, composto por um plano inclinado de concreto (bank) que possui um banco de madeira fixado diretamente no seu topo plano. A estrutura combina a inclinação da rampa com a funcionalidade de um banco elevado, permitindo que o skatista utilize a transição para ganhar altura e realizar manobras de equilíbrio ou grind na madeira. Também sendo ponto de partida com ganho de velocidade, para desenvolver linhas em vários obstáculos.

Gota do Love Seat

Aparato complementar ao “Love Seat” numa visão de topo, tem a forma de uma gota. É uma estrutura de concreto com transição suave, caracterizada por sua forma orgânica que se projeta para o centro da pista, encontrando-se em um topo estreito com acabamento de coping metálico. A estrutura funciona como uma divisória dinâmica que permite a transferência direta de um lado para o outro, facilitando a mudança de trajetória sem que o skatista precise sair da transição.

Integrado à parede ao fundo, numa estilização criativa de um “love seat”, um elemento que simula um banco elevado dentro da transição, apresentando um nível de coping mais alto e reto em comparação ao restante da borda curva.
Essa é uma das conexões mais fascinantes entre a arquitetura doméstica e a contracultura. O Love Seat (ou "assento dos namorados") é, originalmente, um degrau duplo ou uma pequena bancada submersa em piscinas residenciais, projetada para que duas pessoas possam sentar e relaxar.
No mundo do skate, porém, ele deixou de ser um lugar de descanso para se tornar um dos obstáculos mais técnicos e respeitados das Bowls e Pools.
Em bowls modernos, o Love Seat costuma ser colocado em áreas de transição entre a parte rasa e a profunda, servindo como um ponto de decisão: você contorna ou você encara o obstáculo?

Neste conjunto, é possível executar manobras de transferência sobre a gota e utilizar o love seat para realizar stalls, grinds ou aéreos em uma altura superior, servindo como um ponto de referência técnica para manobras de borda que exigem maior precisão e controle de velocidade dentro do bowl.

Bowl Fundo

Este obstáculo de park consiste em um bowl profundo de concreto, projetado com transições suaves e paredes altas que permitem a manutenção de velocidade constante em linhas circulares. A estrutura apresenta um acabamento clássico de azulejos azuis logo abaixo do coping block.
Nesta estrutura, é possível realizar manobras de borda prolongadas, como grinds e stalls, aproveitando a resistência do coping e a textura dos azulejos para maior controle. O fundo côncavo e as paredes curvas oferecem o ambiente ideal para o "pumping", técnica utilizada para ganhar impulso sem tirar os pés do skate, permitindo que o skatista alcance a altura necessária para executar aéreos e manobras de saída (out) sobre a plataforma superior.

Por que ele é vital em pistas "atualizadas"?
As pistas de Park de nível mundial hoje são híbridas. Elas misturam o bowl profundo com áreas de spine, extensões e vulcões. O bowl profundo funciona como a âncora da pista: é de lá que os atletas saem com velocidade máxima para atacar o restante do circuito. Sem essa profundidade, o skate moderno ficaria limitado a manobras técnicas baixas, perdendo o espetáculo dos aéreos que definem a modalidade.

Dica Técnica: O "Pumping" em um bowl profundo exige um timing perfeito entre a flexão e a extensão das pernas. Se você errar o tempo na transição, a profundidade pode trabalhar contra você, roubando toda a sua velocidade.

Shalow speed corners

O Shallow é a zona de transição de baixa a média profundidade que atua como o motor dinâmico da pista. É a área projetada para a geração, manutenção e redirecionamento de energia cinética através do 'pumping', servindo tanto como um espaço técnico para manobras de borda quanto como uma plataforma de lançamento para atacar as seções mais profundas ou complexas do park.
Este setor do park é composto por speed corners, que são transições curvas de concreto projetadas para a manutenção e o ganho de velocidade em linhas contínuas. Diferente de um bowl fechado ou de uma parede reta, estas curvas com cantos mais "vivos" permitem que o skatista utilize a inclinação lateral para bombear e projetar o corpo com máxima energia em direção ao restante da pista. Um movimento de pressão das pernas consecutivos nas duas curvas oferecem um enorme ganho de velocidade, em vez de subir e descer, ele utiliza a força centrífuga para se projetar lateralmente, ao bombear (pumping) no ápice da curva de um speed corner, o skatista transforma o movimento do corpo em velocidade pura, saindo da curva com muito mais ímpeto do que quando entrou. Essas transições curvas são o que impedem que a sessão seja interrompida. Elas servem como o "hub" de acumulo de força e potência para uso amplo e contínuo da pista:

Mudança de Direção: Se o skatista decide que não quer entrar no bowl, o speed corner permite que ele redirecione toda a sua energia para o outro lado da pista.

Manutenção do Flow: o uso inteligente do shallow para manter a velocidade constante é o que diferencia uma linha "travada" de uma linha fluida e visualmente impressionante!

Extensão 45°

Esta 45 é uma rampa de plano inclinado reto que se eleva a partir da base da pista até um topo finalizado com coping metálico. O obstáculo funciona como uma parede angular de transição rápida, projetada para que o skatista suba em linha reta, oferecendo uma resposta mais direta e seca do que as paredes curvas do bowl ao redor.

No topo, o coping metálico permite a execução de manobras de borda como stalls, grinds e slides, servindo também como um ponto de apoio para manobras de retorno ou para saltar em direção à plataforma plana superior. Por sua inclinação constante, a 45 é ideal para manobras técnicas de "trick in, trick out", onde o skatista utiliza a face da rampa para ganhar altura e realizar variações de flip ou giros antes de atingir o topo ou retornar à base.

Extensão Vert Park


Este obstáculo é a extensão, sendo o quarter mais alto de toda a pista. Ele se destaca por elevar a parede de transição e o coping metálico acima da linha de borda padrão do bowl, criando um paredão vertical que exige maior impulsão para ser alcançado.

Por ser o ponto mais alto, este quarter permite que o skatista atinja o topo para executar manobras de borda como grinds, stalls e slides em uma altura superior, ou utilize a face da parede para realizar aéreos com grande amplitude. A plataforma plana no topo também possibilita manobras de saída da pista ou entradas "dropando" diretamente da parte mais alta, funcionando como o principal ponto de geração de velocidade vertical para quem deseja explorar as transições mais profundas do park.

Instrutores
Vitória Mallmann

Profissional de skate confederada pela CBSK.
Hexa- Campeã Brasileira de Skate Velocidade, vice-campeã do mundo e sulamericana.
Professora de skate com 8 anos de experiência, instrutora de yoga e educadora física em formação. Formada como instrutora de skate pela Federação Paulista.
Atende todas as idades.

instagram.com/vitoriamskt

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